quarta-feira, 19 de julho de 2017

DIA DE PURGA!


Domicília Costa para muitos de nós, é um nome desconhecido, mas esta senhora era até há poucos dias deputada do Bloco de Esquerda, eleita pelo círculo do Porto. Como, todos sabem, não nutro grande simpatia pelo BE. Há que dar o mérito a Domicília Costa que é uma senhora de 71 anos, que estava em 5.º lugar na lista do BE pelo círculo do Porto. Ninguém no Bloco de Esquerda acreditava que esta senhora com um ar dócil e antiga militante do PCP chegasse ao Parlamento.

A renúncia de Domicília Costa, pelo que escreveu o Expresso, não partiu dela, mas sim da direção do partido. Será que ela concordou? Uma pensionista como Domicília que saiu de Oliveira do Douro para a capital para defender os direitos dos portugueses e teve que acabar abruptamente a sua carreira de deputada por culpa de uma direção que prefere fazer gincana política, do que política a sério. Mas esta sempre foi a imagem de marca desta união de partidos com a UDP. Eu retrato este cenário, como aquela velha e repetida história dos filhos: aqueles que precisam do dinheiro dos pais para viver. Embora quando os pais não fazem o que eles querem e já estão com alguma idade, os filhos os colocam num qualquer lar. Foi isto que aconteceu a Deolinda, nome escolhido quando ela viveu na clandestinidade.

Esta mulher representava, não Oliveira do Douro, não o Porto, não o Bloco de Esquerda, mas os nossos avós, os nossos pais. Esta purga é um ato autocrático e com tiques socráticos ou salazarentos, num partido que se quer democrata na Assembleia da República. Uma canalhice do Bloco de Esquerda! Uma purga que foi efetuada entre um passo, um passinho e uma passinha.

Já o candidato à Câmara Municipal de Loures pelo PPD/PSD será que não violou o regulamento do partido? Ora vejamos: Artigo 1.º (Infrações Disciplinares), alínea “e) defesa pública de posições contrárias aos princípios da social-democracia e do programa partidário”. Por este motivo, será que aqueles que estiveram tão prontamente ativos a apresentar sanções aos deputados do PPD/PSD que defenderam a Madeira estarão ativos neste caso?! No caso dos deputados eleitos pelo círculo da Madeira, houve uma violação clara dos estatutos dos deputados: “Os deputados não respondem civil, criminal ou disciplinarmente pelos votos e opiniões que emitirem no exercício das suas funções e por causa delas.”

Já aquele senhor que se apresenta na CMTV a fazer figuras ridículas e incentivar o ódio, seja dos adeptos de futebol ou seja das ditas minorias, ainda não se conhece nenhum processo. A direção do PPD/PSD só tem um caminho: expulsa-lo do PPD/PSD, retirar a confiança política e finalmente ter um candidato à Câmara Municipal de Loures, porque as pessoas em Loures merecem mais e melhor!

Quando, tenho que justificar o quer que seja com uma atitude de António Costa, algo esta muito mal no PPD/PSD. Essa atitude foi quando Costa pediu a expulsão do eurodeputado Manuel dos Santos que chamou a deputada socialista Luísa Salgueiro: “cigana e não é só pelo aspeto”. Será que o PPD/PSD terá a mesma atitude? Aguardo ansiosamente para ver!

Há políticos que merecem purgas, este é um deles!

Crónica Siga Freitas - JM-Madeira

domingo, 9 de julho de 2017

Sempre alerta!


Antes de mais, tenho que fazer um ponto de situação. Eu pertenci à última geração com obrigatoriedade de “ir à tropa”, contudo, por motivos de entrada no Ensino Superior, pedi adiamento. E no ano seguinte, infelizmente, deixou de ser obrigatório. Todavia, se hoje tivesse 17 ou 18 anos, teria tentado seguir a vida militar. Acho que a vida militar é defender uma causa, defender a Pátria, mas, sobretudo, relevo todos os valores que as Forças Armadas transmitem, nomeadamente a camaradagem, valores que são fundamentais para a construção de qualquer ser humano.

Os únicos encontros que tive com as forças armada foram: primeiro, no dia da Defesa Nacional, posteriormente, numa formação de empreendedorismo com a Marinha, nomeadamente nos Fuzileiros.

Confesso que foi uma das melhores experiências que tive, é óbvio que não era algo como entrar na vida militar, mas foi interessante conhecer diversas técnicas que se pode utilizar, desde liderança, mas também no empreendedorismo.

Falemos agora do assunto sério, o armamento que desapareceu no paiol de Tancos. Este é um assunto muito sério, esta situação é muito grave para a defesa do nosso País, este assunto devia fazer com que qualquer graduado responsável por aquele paiol fosse demitido e todos os seus superiores hierárquicos. A questão financeira não pode ser o cerne da questão, isto aqui trata-se de defesa nacional. Trata-se de um assunto muito sério. Recordo-me de uma das frases de um militar do Exército, no meu dia da Defesa Nacional, em que ele questionou-nos: “vocês acham que as nossas Forças Armadas estão mal preparadas?” E timidamente alguns abanaram a cabeça como sim, e ele, muito rápido, conta: “sabem, uma vez, estava eu no Kosovo, e fez-se uma coluna militar, em que primeiro iam os americanos, depois italianos e por aí fora, até chegar aos portugueses. Os americanos iam com os seus Hammers e de GPS, já os portugueses com o equipamento que possuíam. De repente, acontece uma grande tempestade de neve, e o GPS dos americanos vão à vida e perdem os satélites e ficamos ali perdidos. Eis que os portugueses, com o mapa do local e uma bússola, conseguem orientar a coluna militar até à base, completando a missão com sucesso.” O episódio, que conto de memória, com eventuais falhas naturais, sobretudo demonstra a nossa técnica e capacidade humana.

Este assalto em Tancos nunca poderia ter acontecido, não por causa da falta de videovigilância, mas sim porque precisamos de motivar os nossos militares, porque eles, sim, são o nosso escudo e a base fundamental da segurança do nosso país. Se não fossem eles, hoje é certo que não estaria nestas páginas a escrever estas linhas.

É normal, que hoje estejamos todos desmotivados, sofremos cortes no orçamento familiar, tal como os militares, mas, mais do que nunca, precisamos de recuperar o país. Mais o que é certo é que o atual Ministro da Defesa está sem condições políticas para continuar, mesmo que não seja o responsável objetivo pelo acontecido. A Defesa Nacional não pode funcionar como uma gerigonça, mas como um carro de combate!

Artigo publicado na Crónica Siga Freitas - JM-Madeira

sábado, 8 de julho de 2017

A dor que arde sem se ver


Não é o fogo, como disse Camões, mas a dor que arde sem se ver. E por isso, este mês, não podia deixar de escrever sobre algo que tem vindo a prejudicar o nosso país, até mesmo a destruir famílias, pessoas individualmente, mas também o nosso património: os incêndios. Não quero encontrar culpados, nem um bode expiatório, mas sim apresentar soluções.

Eu tive o privilégio de ter o Professor Pedro Vieira, que dava umas cadeiras de física, nomeadamente Biofísica e outras da área de física médica, tais como imagem médica, sem dúvida um especialista em oftalmologia e etc… Mas o que tem de especial este professor de física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa? Simples, criou uma empresa NGNS-ingenious solutions. Esta empresa criou uma das mais fantásticas ferramentas para qualquer país, sempre fustigado por incêndios florestais. Criou a Forest Fire Finder (F3), mas o que tem esse sistema diferente de qualquer outro sistema de deteção de incêndios? Além de estar patenteado, logo é único, utiliza a análise espectral ótica, fazendo com que se consiga “saber” que se trata de um incêndio e entra em contacto diretamente com bombeiros e proteção civil. Porque é melhor que a observação humana? Porque é 24 horas, é mais barato e o erro é menor.

Agora a pergunta de um milhão de euros? Porque é que Portugal não adquire estes meios e tecnologia portuguesa para prevenção dos incêndios? Todos vão pensar que é caro, mas não, esta tecnologia custa sensivelmente 1 € por hectare, acredito que em regiões mais montanhosas seja mais caro, mas, mesmo assim, a reflorestação custa, pelo menos, 3 mil euros por hectare. Atualmente só o concelho de Ourém utiliza esta tecnologia e conseguiu reduzir de 678,42 hectares de área ardida em 2008 (sem o F3) para 8,80 hectares com o F3 em 2010. Parecem-me fantásticos resultados, apesar de não possuir os dados mais recentes.

Esta seria uma das soluções, mas existe mais, nomeadamente uma das tecnologias que o Professor Amândio Azevedo estuda na UMa – Universidade da Madeira, professor na área das engenharias, que desenvolve diversas tecnologias com Rede de Sensores Sem Fios (Wireless Sensor Network) que é considerada uma das tecnologias mais revolucionárias dos últimos anos. É um sistema que tem todas as potencialidades para minimizar estas catástrofes.

Não se pode andar somente a dizer: “precisamos de meios aéreos, precisamos de mais bombeiros, precisamos de mais meios terrestres…”, pois, na verdade, precisamos de apostar na prevenção, em que se tenha um ordenamento florestal, acredito que o maior e mais bem sucedido dos anos mais recentes, deve ter sido daquele senhor de nome: D. Dinis. Esse mesmo, com o pinhal de Leiria. Estou a fleuma da contenção que contêm a indignação, como é óbvio, pois este é um problema sério e é necessário encontrar soluções sérias e não fazer trabalho político ou política com a vida ou morte das pessoas, a não ser que fosse a Política tal como no-la ensinaram os gregos!

Como diz o slogan da empresa NGNS – ingenious solutions: “We create technology”, nós temos a tecnologia falta aplicá-la em Portugal.

Publicado na Revista Madeira Digital do mês de Julho

domingo, 25 de junho de 2017

PORTUGAL EM ESTADO DE GUERRA


Portugal já não tem uma grande vitória desde a batalha de Aljubarrota, com a sua dimensão simbólica e política, pois, apesar de termos estado do lado dos vencedores na Primeira Grande Guerra, nada se lhe compara.

Enquanto muitos países ocidentais são alvo de atentados terroristas por fundamentalistas de uma qualquer causa, o nosso País vive, nos últimos dias, em clima de uma profunda consternação em consequência do número de mortes resultantes de uma clamorosa derrota no combate às chamas, autêntica Alcácer Quibir dos tempos modernos.

No ano passado, tive de fugir de casa com a minha família perante os incêndios na nossa região, pois o cenário dantesco que se vivia então era complicado. Já este ano, por coincidência, estava em Leiria, apesar de estar a 30 ou 40 km de Pedrógão Grande, é certo que o cheiro a fumo sentia-se. Também tinha planeado ir na passada segunda-feira para Cortes, uma pequena aldeia próxima de Góis, Alvaiázere e Castanheira de Pêra, que fica mesmo ao lado de Pedrógão Grande, e, como é óbvio, essa viagem ficou cancelada para momento mais azado.

É arrepiante vermos na televisão as imagens, ficamos sem palavras só de imaginar como seria a aflição das pessoas a tentar fugir daquela situação. A verdade é que não se tem conseguido ganhar esta guerra. Sun Tzu, em Arte de Guerra, diz que devemos escolher os terrenos onde lutar, mas, neste caso, nós nunca escolhemos, ou melhor, os nossos adversários escolhem, pois a mata e todas as condições dos terrenos são uma verdadeira acendalha para a ignição desta guerra. Já os nossos soldados da paz, esses sim, são uns verdadeiros heróis, pois lutam, sem qualquer capa, como os restantes super heróis, lutam com os poucos meios à disposição. Lutam com voluntarismo, não pelas suas vidas, mas por uma Pátria, pelos bens e a vida das outras pessoas. Estes merecem todas as homenagens que se lhes preste, mas também questiono-me: será que é necessário que haja contas solidárias para os nossos soldados da paz terem os meios de combate que urge? Para possuir as armas guerra, seria necessário os portugueses, além dos seus impostos, terem de abrir uma conta solidária para possuir material necessário ou até pagar os soldos? Não acredito que assim fosse. Então porque será que o Estado não financia, da forma mais adequada, os nossos soldados da Paz?

Não querendo personalizar a questão, no ano passado, quando fui ajudar a minha família na zona da Choupana, no Largo do Miranda, chego lá e estavam casas a arder. E quem estava lá? Dois bombeiros e um GNR, um dos bombeiros, cujo nome não sei, chorava, mas sei que aquela casa não era dele, e todavia ele sentia-a como se sua fosse. Ele, no entanto, não possuía meios à sua disposição para combater aquele fogo, pois o autotanque não tinha água. Tudo isso me comoveu, mas não me demoveu de ajudar no que pudesse e no que soubesse.

Já nestes incêndios, o bombeiro Gonçalo Conceição é um dos símbolos destes incêndios, um jovem de 40 anos e com um filho pequeno, partiu. Não com uma qualquer doença, não em um qualquer acidente, mas sim a defender a vida e os bens do próximo. Pegando no Gonçalo, que, infelizmente, nunca conheci, quero agradecer-lhe e deixar a minha homenagem a todos os bombeiros que arriscam e salvam as nossas vidas diariamente. Tanto os de hoje, como os de ontem que defenderam a nossa terra.

Não podemos, ano após ano, chegar ao Inverno e dizer: “lá vêm as cheias” e não haver qualquer preparação para esse cenário e imperiosamente não se pode chegar ao Verão e dizer: “como é possível haver incêndios?” A homenagem que os nossos políticos podiam fazer às mais de seis dezenas de pessoas que faleceram seria fazer com que a sua morte não tenha sido em vão. Como escreveu Luís Sttau Monteiro em Felizmente há luar, quando matam Gomes Freire de Andrade e a sua esposa Matilde com a sua saia verde de esperança: “Felizmente há luar para que todos vejam o que se passou e revoltem-se!” Hoje mais do nunca, há as redes sociais e a comunicação social, que, bem ou mal, serão o veículo do nosso grito de profunda tristeza determinada: “FELIZMENTE HÁ LUAR”! Mas será que há mesmo? Sim, há, tem de o haver!

Publicado na Crónica Siga Freitas no JM-Madeira

sábado, 24 de junho de 2017

O FEITIÇO PODE VOLTAR-SE CONTRA O FEITICEIRO



Nestes últimos dias, temos vivido um grande espalhafato com alguma pseudoesquerda a querer que os vizinhos decidam o que nós podemos ou não fazer com o nosso cantinho, que se adquiriu com muito sacrifício.

Vamos a um exemplo hipotético, claro, todas estas palavras são mera ficção, nunca aconteceram na realidade, muito menos acontecerão. Hipoteticamente temos um líder, qualquer líder, que está emigrado, dizendo que defende uma província qualquer, isto a seu ver. E, de vez em quando, sai lá da metrópole e aloja-se numa casa, que achava que era sua por usucapião. Mas não passa disso, acha e acha. A verdade é que não existe essa província, a metrópole já ninguém lhe liga, e a casa, na verdade, nem é sua. Ele só lá vai passar uns dias, e isso é alojamento local. Por esse motivo, está na altura de perguntar aos vizinhos, será que ele pode continuar a fazer essas viagenzinhas com amigos e achar-se dono da casa? Consta que os vizinhos já andam meio chateados, aquilo é um vai e vem de entra e saí. Ele diz: “trago notícias da metrópole para a província” e há uns vizinhos, um pelo menos, que gosta da ramboia, que ameaça demitir-se do condomínio se o condómino lá de Lisboa vier dar ordem para este condomínio privado de meia dúzia que decide quem arrenda e quem não arrenda!

Já os outros vizinhos nem ligam, até acham piada ao barulho que este turista faz quando chega à sua dita província, claro para usufruir de alojamento privado.

Pronto, feita esta “estória”, vamos à parte concreta. Com o turismo a bater records diários, semanais, agora inconstitucionalmente, acham que além das autarquias, das finanças e mais uma data de caixeiros-viajantes, agora teremos que esperar que um vizinho qualquer que esteja de bom humor para deixar ou não que eu arrende a minha casa ao dia, à hora ou ao minuto. De facto… Isto é querer acabar com um pequeno rendimento que alguns portugueses que investiram o seu dinheiro, aquele que conseguiram tirar a tempo dos bancos que faliram, e compraram propriedades e agora arrendam como alojamento local. Será isto ilegal? É claro que não, ilegal é pedir o consentimento de vizinhos para o posso fazer na minha casa. Mas aquele turista que vem à província quer beneficiar as grandes empresas, os grandes grupos hoteleiros. Que esquerda é esta? Ah… Esse turista nunca foi de esquerda, sempre foi de direita, por isso o seu adversário é o responsável pelo condomínio da casa onde ele faz alojamento local.

Artigo da Crónica Siga Freitas no JM-Madeira

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Quanto vale ser português?!


Estas últimas semanas foram noticiadas a visita e possível próxima residente de Lisboa, Madonna. A verdade é que Madonna tem interesse em viver em Lisboa, não é unicamente por ser uma cidade fantástica, nem ter um clima espetacular, mas essencialmente numa tentativa de obter a nacionalidade portuguesa ou ter um visto gold. A verdade é que ter um passaporte português tem muito valor, pois, repare-se, se, até agora, ela tinha o passaporte inglês e americano, a verdade é que, com o Brexit, começa a ter alguns entraves nos restantes países da UE. E o passaporte português tem outro interesse, pois facilita um acesso aos PALOP e aos restantes países da CPLP.

Quanto vale a nacionalidade portuguesa? Se há o interesse de muitos quererem ser portugueses, terá que haver as suas vantagens, que, muitas vezes, nós, portugueses não entendemos. Há uns anos, quando participei numa reportagem para uma agência internacional, o cameraman era português e dizia que, por várias vezes, o passaporte português o safou de ser raptado e até morto por alguma milícia numa zona de conflito em qualquer país do mundo.

A nível de empreendedorismo, não podemos pensar unicamente no investimento que virá com as empresas para cá, nem só com os vistos gold, mas também temos de ponderar algo mais. Por exemplo, existem alguns países das Caraíbas cuja maior “exportação” é a emissão de passaportes, o que limita o acesso a alguns, mas vou mais além que isso, não pode qualquer pessoa obter a nacionalidade portuguesa, a nacionalidade portuguesa deve ser vista como um privilégio e, apesar de sermos 10 milhões em Portugal, existe muitos mais pelo mundo, muitos dos quais sem nunca terem tido contacto com o Portugal, mas que, quando estão aflitos, lembram-se da Pátria dos pais ou dos avós. E têm todo o direito, pois são portugueses. Mas será que não deviam ter deveres?

Por exemplo, um cidadão americano, mesmo fora do país, é obrigado a pagar os seus impostos, mesmo que não tenha estado na América, por esse motivo, de acordo com a CNN, em 2014, 4 279 americanos renunciaram à nacionalidade americana. Já em Portugal somente 91 pediram para deixar de ser portugueses.

Esta questão coloca-nos várias questões, mas agora, como português a viver em Portugal, se fosse emigrante, como já fui, experiência que me enriqueceu, considero que pagar impostos por ser português deveria ser um dever, parece-me revoltante que os portugueses a viver fora de Portugal não tenham qualquer dever com a nossa querida nação, de que isso lhe trouxesse contrapartidas e traz, pois muitos, quando regressam a Portugal, são capazes de exigir reformas ou rendimentos de inserção social, contudo, nunca colaboraram para a criação de emprego ou descontaram qualquer escudo ou cêntimo para o nosso estado social. O Estado Social torna-se insustentável, perante uma pirâmide invertida, é impossível equilibrá-la.

Mas, claro, os governantes portugueses, às vezes, preocupam-se com o investimento dos emigrantes portugueses em Portugal, mas, às vezes, pensam quanto é que vale ser português? Que valor tem a nossa nacionalidade?

Publicado na Revista Madeira Digital