terça-feira, 25 de abril de 2017

O mundo em 3D: o que vê é real ou virtual?


Muitas vezes, coloco-me a imaginar como seria o Mundo se este ou aquele acontecimento tivesse sido diferente, aquilo a que chamamos a história contrafactual. Vamos a exemplos: como seria a história mundial, quando Pilatos questionou “Qual quereis que vos solte? Barrabás ou Jesus, chamado de Cristo?”, se Jesus tivesse sido a escolha?

Outro exemplo que me questiono é como seríamos hoje se os Mouros tivessem ficando na Península Ibérica? Ou se os chineses tivesses chegado primeiro à Europa, do que nós, portugueses à Ásia, por via marítima? Como seriam se a Tríplice Aliança tivesse ganho a I Guerra Mundial ou até como seria o Mundo se o III Reich tivesse ganho a guerra, como seria o Mundo atual? É claro que estas possibilidades mudariam o Mundo, drasticamente, do mesmo modo que o domínio do fogo, a descoberta da roda.

Todos os acontecimentos têm um importante impacto no Mundo, até o chamado efeito borboleta, em que o bater das asas de uma borboleta num lado do Mundo provoca um furacão noutro lado do Mundo.

Para esses acontecimentos que não aconteceram, nunca saberíamos o que seria hoje o mundo se eles houvessem acontecido, mas, e o amanhã? Será que seria possível prever com bases nas descobertas de hoje? Se pensarmos que a rede, a (inter)net mudou completamente o Mundo em poucas décadas, qual é a descoberta que está hoje a acontecer que mudará o Mundo? Isso ninguém poderá responder, até porque ninguém consegue prever qual é o invento que mudará o Mundo. O caso da Kodak, muito conhecido no meio do empreendedorismo, é sem dúvida o exemplo de como é difícil prever o futuro, eles tinham a tecnologia da fotografia digital, mas acharam que a analógica devia continuar e continuar, e a verdade é que outras empresas avançaram para o digital e a possibilidade de qualquer um ter um laboratório de fotografia em casa cativou o Mundo o inteiro, e a Kodak ficou presa num conceito que lhe deu muito sucesso, mas que foi ultrapassada pelo futuro. Há algo que nos diz muito do Mundo, que é se se muda ou o Mundo nos muda. No caso da Kodak, foi o Mundo que os mudou e eles simplesmente desapareceram. Casos mais recentes como a RIM (produtores do Blackberry) da Nokia e outros são exemplos claros de como é importante estarmos em constante mudança; se há 100 anos uma marca estaria a perpetuar-se no mercado, atualmente uma marca está na ribalta pouco tempo.

Com isto, falemos da Nokia, o que te parece o ressurgimento do Nokia 3310, pergunta-se se será esta a rampa de lançamento da Nokia, apesar de ser um telemóvel que uma parte do mercado procura, essencialmente por causa da bateria e da sua resistência. Eu, enquanto, consumidor de smartphones, não é um telemóvel que me apaixone, antes pelo contrário, aguardo ansiosamente pela construção de um smartphone revolucionário, com hologramas e com imagens 3D, isso será interessante.
Como será o Mundo nesse dia?

sábado, 22 de abril de 2017

Os russos já aí estão!


Não sei se é motivo para tal, mas ando a ficar preocupado. Cá em casa andamos a ser invadidos por russos, por horas e horas. Parece estranho, então a UE não tinha aplicado sanções a esse país da Eurásia?

Após a queda da URSS, eis que a Rússia entra em nossas casas, sem darmos por isso, ou melhor, eu e o meu filho até gostamos. Nós andamos viciados em duas séries infantis que são fantásticas, uma que se chama Sunny Bunnies e outra é a Ма́ша и Медве́дь, que em português é a Masha e o Urso.

Vou-me focar na Masha e o Urso (escrita por Oleg Kuzockov), por ser uma série mais complexa e baseada numa lenda russa Mas o que tem de especial esta série? Esta tem tudo de fantástico, apesar de existirem críticas. Vamos à lenda soviética de forma muito resumida. Trata-se de uma menina que vivia com os avós próximo de uma floresta. Ela queria ir passear para floresta, vai e perde-se, e um urso prende-a em casa a fazer as tarefas domésticas, era uma empregada doméstica sem custos. Ela diz que quer ver os avós mais uma vez, mas ele não autoriza, então pede para ele levar-lhes uma mensagem e uma tarte, e o que acontece? O urso cede e leva a mensagem aos avós dela, mas, na verdade, dentro do cesto, ia a Masha e assim regressou a casa.

Já a série é um pouco diferente. A Masha, que, se fosse traduzido para português, seria Maria, é uma criança com uns 3 anos que vive ao lado de uma estação do comboio siberiano com alguns animais e na floresta vivem 3 ursos, mas há um de quem ela gosta e torna-se amiga, ou melhor, torna-se uma filha. Ela é uma criança travessa, mas com um coração doce.

Esta é só a série mais vista no Mundo inteiro. A maneira como ela se veste, apesar de ser um modo tradicional russo, é um modo universal, porque, para nós portugueses, usa um lenço na cabeça como usavam as nossas avós, mas também muito tradicional para um muçulmano devido ao lenço. Todos os desenhos são preparados até ao mais ínfimo pormenor, já que cada episódio custa em média 250 mil dólares.

Já as críticas, são as habituais de que é mau para as crianças verem o comportamento da Masha, pois vão imitá-lo e blá blá… A minha geração cresceu a ver desenhos animados violentos e será que são todos violentos? É óbvio que não, nem pouco mais ou menos. A Masha é simplesmente uma criança! Depois há síndrome que alguns países estão a viver com o fenómeno da Masha e o Urso, simplesmente dizem que é propaganda russa, é uma “arma de propaganda do Kremlin”, como informou um jornal lituano, já na Ucrânia dizem ser um “exemplo clássico de sadomasoquismo”, se formos aos restantes ex-países da URSS iremos encontrar catadupas de adjetivos deste género.

A verdade é que esta série demonstra a integração de uma criança, que, apesar de tradicionalmente russa, podia ser portuguesa, podia ser americana, e de qualquer país muçulmano. Já o Urso trata a Masha como uma filha e satisfaz todas suas necessidades e caprichos e até a coloca de castigo, como um verdadeiro pai.

Agora pergunto-me se as necessidades de uma criança no meio da Sibéria serão tão diferentes de uma criança na Madeira? É óbvio que não. Já agora, com estes desenhos animados, a Rússia está, de facto, a conquistar o Mundo, na minha casa já ganhou várias batalhas e ameaça ganhar a guerra! O velho grito de alarme “vêm aí os russos” é agora “os russos já aí estão!” (e isto não é nenhuma piada política à geringonça) Isto é prova de domínio pós-soviético ou de que todos os humanos se identificam universalmente com os mesmos axiomas?

Post Scriptum: Gostaria de frisar que na floresta onde a Masha brinca, existem dois lobos que vivem numa ambulância abandonada e que é o “hospital” ou centro de saúde da zona, mas uma coisa é certa, sempre que possível não falta uma injeção para curar qualquer maleita. Por isso, tenho a certeza que a Masha não faltou a nenhuma vacina, mesmo vivendo no meio da Sibéria!


sábado, 8 de abril de 2017

ASSIM, ATÉ EU COMPRO O NOVO BANCO!

Exmo. Sr. Primeiro-Ministro, Venho por este meio confirmar que também estou disponível para acolher qualquer banco que esteja a passar dificuldades neste país; estou disponível para ficar com os seus imóveis, com os empréstimos e outros tantos ativos, desde que não tenha que assumir aqueles ativos tóxicos, esses devem ficar na CGD, ah… E também desejo uma garantia de 1 500 milhões de euros para assegurar o seu funcionamento, caso o dinheiro que estou disposto a pedir emprestado a outro qualquer banco não dê para suportar tudo. Aguardo ansiosamente pela sua decisão. Esta podia ser o início de qualquer proposta a este governo travestido de esquerda, porque a esquerda nunca faria isto a um povo.

É por isso, que a história de D. João II, o Príncipe Perfeito, como lhe chamou o castelhano Lope de Veja, foi Rei de Portugal e dos Algarves, para mim, o mais brilhante Rei de Portugal e quiçá um dos mais visionários do Mundo. Basta ver que Maquiavel parece, segundo alguns, até ter escrito o famoso livro: “O Príncipe” baseado no nosso Rei.
Mas porque iria escrever sobre este Rei de Portugal? Simplesmente, porque além de admirar a sua governação, há que reconhecer que algumas das suas atitudes foram fundamentais para Portugal. Quando subiu ao torno, perante o poder da restante nobreza, ele chegou a dizer que não era rei de Portugal, mas sim rei das estradas de Portugal. Perante isto, ele retirou poder e lutou contra parte da nobreza, em especial o Duque de Bragança, D. Fernando II, e aqui perante os ataques da nobreza a si, ele traduziu o que pensava nesta frase: “Prefiro ter o Povo do meu lado, pois são mais, em vez de poucos”, esses poucos eram a aristocracia.

Esta frase é fundamental para mim, porque atualmente vivemos uma pseudo-democracia, e explico esta minha visão, porque se na época de D. João II, de forma muito simplista, o poder estava a centrar-se no rei, mas este queria o apoio do Povo para ter esse Poder, a verdade é que atualmente a pseudo-democracia é achar-se que o Poder está no povo, quando o povo nem para mero instrumento serve. No passado fim-de-semana, chocou-me, mas chocou-me mesmo, como será possível o Primeiro-ministro e o Ministro das Finanças sentarem-se ao lado de um homem que deve mais de 600 milhões a um banco, a um banco que acabam de oferecer a um grupo estrangeiro. Quer dizer, não foi oferecer, foi pagar a um grupo de estrangeiros para ficar com o Banco. Como é possível? Confesso que nisto dos bancos, sou de extrema-esquerda e de extrema-direita, ao mesmo tempo. E explico. Primeiro passo pela fase de extrema-direita, isto é, o banco está a falir. Então que abra falência! E muitas das pessoas vão dizer: e as poupanças das pessoas? As poupanças das pessoas? O fundo de garantia irá garantir até um máximo 100 mil euros a cada depositante e ainda terá os ativos como edifícios, empréstimos que são ativos que poderão ser vendidos e etc… Logo parece-me uma atitude sensata. Caso isto não aconteça, vem a minha costela de extrema-esquerda, e é muito clara, se se nacionalizou-se o banco, então o banco deve passar para CGD ou simplesmente no setor social do Estado e aí permanecer e ponto final. Agora, nunca, mas nunca se pode fazer como se fez com o Banif, com o BES ou qualquer outro banco. Porque será que se vai beneficiar meia dúzia de aristocratas em vez de todo um Povo? É que todos os portugueses, sem exceção tiveram que assumir várias bancarrotas sem sabermos para quê serviu esse dinheiro. A fazenda real é sustentada pelos nossos impostos.

De D. João II até hoje não se aprendeu muito, antes pelo contrário, parece que quando as “ex-responsabilidades” pelo BPN são simplesmente arquivadas sem nada acontecer, o que se pode esperar?

Se D. João II afirmou que era unicamente rei das estradas de Portugal, hoje temos governantes que não mais que governantes e gestores dos nossos impostos para sustentar a aristocracia portuguesa, pois que nem as estradas são nossas, não passam de concessões públicas dadas a privados em que se tem que pagar principescamente.

Post Scriptum: há uns tempos todo o país criticou o MasterChef do Brasil por ter um concorrente português a ser legendado para português. Será que agora eu, enquanto português da Madeira, não me posso indignar pela SIC ter feito uma legendagem de duas senhoras da Lombada, em São Vicente que falavam português? Espero que a SIC me permita indignar pela triste atitude, e nem quero comentar a reportagem de Vidas suspensas, porque seria, pelo menos, uma tese de mestrado!

Crónica Siga Freitas no JM-Madeira

domingo, 26 de março de 2017

BANCOS, GAJAS E VINHO VERDE?

http://kruzeskanhoto.blogs.sapo.pt/a-malta-quer-e-copos-e-gajas-boas-1473777

Esta semana, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, ministro das finanças holandês, e que até fez algo comum a alguns políticos portugueses, que foi “aldrabar” o currículo e dizer que tinha um mestrado que não tinha concluído e foi a própria University College Cork e a National University of Ireland que vieram desmentir. Voltemos ao Eurogrupo, um grupo informal sem qualquer legitimidade com base nos tratados, apenas tem sido mais um obstáculo ao projeto europeu pelas atitudes que toma.

Voltemos ao Sr. Dijsselbloem, um nome que tenho a certeza de que se não estiver a copiar de um qualquer site, não saberei escrevê-lo. Esta semana numa entrevista disse o seguinte: “Na crise do euro os países do Norte mostraram solidariedade para com os países do Sul. Como social-democrata, a solidariedade é para mim extremamente importante. Mas quem a pede, tem também deveres. Não posso gastar o meu dinheiro todo em bebida e mulheres e depois disso ir pedir a vossa ajuda. Este princípio vale para o nível pessoal, local, nacional e também europeu”.

Não compreendo estes elogios, de alguém que é formado em economia agrícola, então não é bom mexer na economia e apelar ao consumo? Gastar o dinheiro em mulheres e copos não é bom? Parece-me uma excelente maneira de gastar dinheiro, recordo-me quando a União Europeia obrigou Portugal a largar as enxadas, os ancinhos, os barcos e a indústria e pagava para isso. Agora queixam-se de que se gaste o dinheiro nas melhores coisas do Mundo, isto é, que são mulheres e bebida? Ah… eu penso que ele esqueceu-se de uma coisa, em Portugal não é legal gastar em mulheres, mas sim gastar nas mulheres, isto é, levá-las a jantar, comprar prendas, possivelmente de origem holandesa ou de outro país do norte do europa. Para gastarmos em mulheres temos que ir à Holanda!!!!

O que preocupa é que se esta metáfora de gastar em mulheres fosse dirigida a um antigo primeiro-ministro, quem ouviu alegadas escutas iria entender. Ou então que esta metáfora seja para designar bancos, tais como BPN, BPP, Banif e outros que não gastaram, fizeram evaporar o dinheiro, porque aqui há um fundo de verdade nas palavras deste holandês, só alguém muito bêbedo é que pode salvar estes bancos, porque até agora as pessoas ficaram à arder com o dinheiro das suas poupanças e os criminosos continuam a gastar dinheiro à grande e à francesa, ou será à holandesa? Que digam as empresas que se deslocalizaram de Portugal para pagar impostos na Holanda, em vez de pagarem onde deviam pagar que era em Portugal. Mas claro, isto é tudo legal, pois trata-se de “engenharia económica”, apesar de legal é um prejuízo muito grande para nós!!! Que haja mais mulheres e mais copos, porque só assim se aguenta o estado a que isto chegou!

quarta-feira, 22 de março de 2017

O altar da fé no empreendedorismo

Este mês, acabando o Carnaval, há que falar de assuntos sérios, nomeadamente empreendedorismo. Eu, apesar de ser favorável e defensor do empreendedorismo, há diversos aspetos que me deixam sempre reticente em relação ao mesmo, tal como já escrevi em inúmeros artigos.

Este mês, o que me surpreendeu, foi um daqueles muitos comentários que existem nas caixas de comentários de notícias. A notícia era no Jornal de Notícias e intitulada: “Representação da Comissão Europeia diz que Norte é jovem e empreendedor”, sendo que abordava o concurso “Elevator Pitch – IdeiasQueMarcam” para acelerar algumas startups ou até ideias, era isto que Sofia Colares Alves, chefe da representação da Comissão Europeia em Portugal, falava em entrevista. Mas então vamos ao comentário: um cidadão anónimo que me surpreendeu, e que dizia algo como: “Ao êxodo de população vêm os tecnocratas europeus falar de empreendedorismo. Se não trabalhas para o estado, se não emigraste, cria o teu próprio emprego. A europa ajuda. Antes pagavam Ferraris a empresários da confeção, agora financiam jovens empreendedores. Tretas.”

Logo, se abordarmos cada ponto desta frase, não é que até tem parte da razão. Quem não se recorda quando os agricultores eram pagos para não plantar, ou os pescadores para não pescar e até queimar os seus barcos? Tudo em prol de uma união europeia com a divisão internacional da produção. Mas agora, se analisarmos bem, uma percentagem elevada da população quer ser funcionário público ou então de uma multinacional que lhes dê um emprego estável e, assim, possa ter oportunidade em part time de abrir o seu negócio. Caso não encaixes nesta primeira premissa, tens mais duas ou até três oportunidades, a segunda é emigrar e fazer aquilo que te recusarias a fazer em Portugal, mas noutro país o fazes, ou então até ter uma oportunidade daquelas que nunca irias ter em Portugal. Finalmente vem a terceira, é sem dúvida o empreendedorismo, é claro que aquele “pessoal da Igreja Universal do Reino do Empreendedorismo” vai dizer que é tudo “tretas” o que acabei de escrever, porque o ecossistema em Portugal é fabuloso, somos um terreno fértil, pronto a cultivar, porque já possui os skills, mas tem que ter o mindset, pois já tem o know-how total e todas esses termos anglófonos que servem para receber todo o feedback dos parceiros. Há algo fundamental a deixar patente e que os apoiantes do empreendedorismo, aqueles que estão fora da “Igreja Universal do Reino do Empreendedorismo” dizem é que muito poucos serão verdadeiramente empreendedorismo e só 5% das startups conseguirão atingir algo que se consiga designar de empresa. A verdade é que a Europa, Portugal e outros tentam vender uma ideia errada, que é que todos seremos empreendedores. Isto é falso!!!! Todos podemos ser desempregados, mas nunca seremos todos empreendedores, até porque a nossa cultura diz-nos que temos que ser chineses ou pior, escravos de um trabalho que pode dar-nos zero euros, para ter o quer que seja. O que o Estado e a União Europeia podem é ocupar-nos, nem que seja a criar nada e dar-nos a ilusão que todos conseguiremos.

Para concluir este artigo, devo escrever sobre a última opção que existe, que é o sermos desempregados. Aqui é que deve haver a esperança e a capacidade de ver que não é o fim do mundo, antes pelo contrário, poderá ser a oportunidade de estudarmos, aprendermos e existem atualmente centenas de plataformas online para aprendizagem gratuita, e até conseguir uma busca ativa de um emprego, poderá conquistar aquilo que de necessita para dar o passo seguinte na sua vida, seja como funcionário de alguém ou até sentir que é empreendedor, mas não siga as rezas dessa “Igreja Universal do Reino do Empreendedorismo”.

sábado, 11 de março de 2017

AS MULHERES SÃO FRACAS

Em semana do dia da mulher, só poderia falar da mulher e do seu importante papel nas nossas vidas, porque qualquer um de nós teve uma ligação a uma mulher. Alguns infelizmente de curta duração, mas muitos com grandes laços como filhos e as mulheres como mães. Será que existe maior papel na vida de um ser humano do que o papel de mãe? Penso que não... Mas vamos a um determinado eurodeputado, Janusz Korwin-Mikke, este nome é estranho à maioria de nós, até a mim que não conhecia de parte nenhuma. Mas não passa de um eurodeputado eleito pela extrema-direita da Polónia para o Parlamento Europeu. Ele teve a brilhante intervenção, que traduzindo para português seria algo como: “As mulheres devem ganhar menos do que os homens porque são mais frágeis, mais pequenas e menos inteligentes.” E depois dissertou sobre mulheres no xadrez, no atletismo e etc...

Ele até tem razão, mas não em relação à questão dos trabalhadores, porque esses não têm qualquer tipo de género, devem ser recompensados de acordo com as suas competências e valências, bem como rendimento. Aquela afirmação só me colocou uma questão na cabeça que é: porque será que os eurodeputados recebem tanto dinheiro? Com isto, não quero dizer que não existem bons eurodeputados, tais como o Sr. Eurodeputado Carlos Coelho, que reconheço o enorme trabalho que faz na União Europeia e atrevo-me a dizer que é o melhor eurodeputado, não só português como europeu.

Mas vamos à questão essencial, é claro que as mulheres têm menos capacidade, veja-se o que seria numa área tão essencial como a radiologia, e quando é que estaria disponível esta técnica, se Marie Curie, que por acaso também era natural da Polónia, desenvolveu a radiografia e foi prémio Nobel da Química e Nobel da Física - será que haverá mais alguém capaz de tais proezas?

A mulher durante séculos teve a missão, quase isolada, de cuidar da casa, mas também educar os filhos, cria-los, mas também dedicar-se à agricultura, em regiões como a nossa ao bordado, noutra às unidades fabris e por aí adiante, mas o que seriam dos homens de ontem, os homens de hoje, os homens de amanhã, isto é, os homens de sempre, sem as suas mães? Estas mulheres que os inspiraram e criaram?

Eu faria várias questões a Janusz Korwin-Mikke seriam: ele foi criado por quem? Já agora quem o elogiou e o ensinou a jogar o tão amado jogo de xadrez? Mas também, será que ele gostaria de ver Marine Le Pen como Presidente da República Francesa? Tenho a certeza que as respostas a estas perguntas o envergonhariam...

Já o presidente do Brasil, Temer, ainda nas comemorações do dia da mulher, quis citar o antigamente, isto é, que o “lugar das mulheres”, as citações mais polémicas, apesar da intenção do discurso tentar ser elogiosa, não passou disso: uma tentativa e afirmou: “ninguém mais é capaz de indicar os desajustes, por exemplo, de preços em supermercados do que a mulher”, o presidente, Michel Temer ainda louvou “o quanto a mulher faz pela casa, o quanto faz pelo lar, o que faz pelos filhos”, algo que me faz acreditar que a primeira-dama, Marcela Temer, é obrigada a estar a casa. Claro que um presidente que no seu governo só tem homens, e muitos deles, alegadamente corruptos ou alegadamente corruptores, deixa muito a desejar. Será esta a demonstração da falta de capacidade das mulheres, a falta de honestidade e maior capacidade para serem sinceras? Mas falando em cuidar da casa, recordo-me de uma situação em que uns meninos que levaram um país à falência, mas quando uma senhora avisou, todos atacaram, alguém recorda-se? Pois... eu relembro, era a Dra. Manuela Ferreira Leite que anos antes avisou do estado em que estava o país e sempre teve uma atitude responsável, não estaríamos melhor se ela tivesse sido a nossa primeira-ministra, em vez do 44? Homenagear as mulheres e existir um dia para refletir sobre o papel da mulher, por estes homens e outros que não citei, por países que proíbem os direitos das mulheres, é limitar o direito de qualquer ser humano. É um momento de pensarmos, mas também reagirmos contra essas atitudes que não são machistas, são simplesmente de qualquer idiota que teme que as mulheres tomem o seu verdadeiro lugar no Mundo! 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

SMS para o povo e os donos disto tudo

http://www.dailysmscollection.in/p/english-sms.html

Em sábado de Carnaval, pensei o que poderia escrever num dia tão icónico como este para a nossa terra? E logo após uma sexta-feira travesti, que tantos admiram e outros podem sair do armário. É uma pena no território continental não haver uns dias como estes, imaginem só o que era ver algumas figuras públicas assim vestidas e poderem brincar ao Carnaval só nestes dias.

Como é possível terem desaparecido 10 mil milhões, sem passar nada pelo fisco? Muitos de nós somos capazes de dizer: “mas o que me interessa isso?” Eu também diria o mesmo se fosse os meus rendimentos a não serem tributados em quase 50% pelo Estado mais aqueles impostos indiretos com siglas desde IVA, ISP e etc… É que se esses 10 mil milhões tivessem pago o que era devido, possivelmente o Estado reduzia-nos os impostos de 50% para 49%. Pode parecer pouco, mas era muito. E já agora tentar saber para onde foram os 6 mil milhões metidos no BPN, será que também evaporaram?

Mas voltemos ao Carnaval. Neste Carnaval desejo que se troquem muitos SMS, imaginem o que é participar em brincadeiras como: “não precisas apresentar a declaração de rendimentos e podes ser como o dono disto tudo”, algo assim, como se deve prever, esta mensagem nunca existiu, até porque um ministro e qualquer político, apesar de achar-se o contrário, não passa de um funcionário público precário, porque, na verdade, é um funcionário do Povo, com ideia que manda no Povo, mas que tem um contrato a prazo que depende, consoante a sua qualidade, marketing ou outra coisa qualquer.

Como é óbvio, acho ridículo querermos que exista uma comissão PIDESCA sobre os sms do Ministro com qualquer pessoa, qual é o interesse disso? A CGD já está bem entregue e é isso que interessa, o outro que saiu só parece querer ser um delator, e vemos logo que não teria perfil para gerir com a confidencialidade necessária uma instituição tão fundamental para os portugueses. Mas já que se fala em Carnaval e ninguém leva a mal, e há aquelas matrafonas, e os cabeçudos, que tal a comissão começar por solicitar SMS, mais antigos, tais como do Sócrates para o amigo? Tais como do Portas para o Coelho do irrevogável? Que tal os administradores da PT? Que tal os do BPN? E do BES, como é óbvio? Eram tantos os SMS que gostaria de ler, e esta é a melhor altura para qualquer jornal, amigo de amigo publicar, porque ninguém leva a mal.

Crónica desta semana no Siga Freitas - JM-Madeira