domingo, 25 de junho de 2017

PORTUGAL EM ESTADO DE GUERRA


Portugal já não tem uma grande vitória desde a batalha de Aljubarrota, com a sua dimensão simbólica e política, pois, apesar de termos estado do lado dos vencedores na Primeira Grande Guerra, nada se lhe compara.

Enquanto muitos países ocidentais são alvo de atentados terroristas por fundamentalistas de uma qualquer causa, o nosso País vive, nos últimos dias, em clima de uma profunda consternação em consequência do número de mortes resultantes de uma clamorosa derrota no combate às chamas, autêntica Alcácer Quibir dos tempos modernos.

No ano passado, tive de fugir de casa com a minha família perante os incêndios na nossa região, pois o cenário dantesco que se vivia então era complicado. Já este ano, por coincidência, estava em Leiria, apesar de estar a 30 ou 40 km de Pedrógão Grande, é certo que o cheiro a fumo sentia-se. Também tinha planeado ir na passada segunda-feira para Cortes, uma pequena aldeia próxima de Góis, Alvaiázere e Castanheira de Pêra, que fica mesmo ao lado de Pedrógão Grande, e, como é óbvio, essa viagem ficou cancelada para momento mais azado.

É arrepiante vermos na televisão as imagens, ficamos sem palavras só de imaginar como seria a aflição das pessoas a tentar fugir daquela situação. A verdade é que não se tem conseguido ganhar esta guerra. Sun Tzu, em Arte de Guerra, diz que devemos escolher os terrenos onde lutar, mas, neste caso, nós nunca escolhemos, ou melhor, os nossos adversários escolhem, pois a mata e todas as condições dos terrenos são uma verdadeira acendalha para a ignição desta guerra. Já os nossos soldados da paz, esses sim, são uns verdadeiros heróis, pois lutam, sem qualquer capa, como os restantes super heróis, lutam com os poucos meios à disposição. Lutam com voluntarismo, não pelas suas vidas, mas por uma Pátria, pelos bens e a vida das outras pessoas. Estes merecem todas as homenagens que se lhes preste, mas também questiono-me: será que é necessário que haja contas solidárias para os nossos soldados da paz terem os meios de combate que urge? Para possuir as armas guerra, seria necessário os portugueses, além dos seus impostos, terem de abrir uma conta solidária para possuir material necessário ou até pagar os soldos? Não acredito que assim fosse. Então porque será que o Estado não financia, da forma mais adequada, os nossos soldados da Paz?

Não querendo personalizar a questão, no ano passado, quando fui ajudar a minha família na zona da Choupana, no Largo do Miranda, chego lá e estavam casas a arder. E quem estava lá? Dois bombeiros e um GNR, um dos bombeiros, cujo nome não sei, chorava, mas sei que aquela casa não era dele, e todavia ele sentia-a como se sua fosse. Ele, no entanto, não possuía meios à sua disposição para combater aquele fogo, pois o autotanque não tinha água. Tudo isso me comoveu, mas não me demoveu de ajudar no que pudesse e no que soubesse.

Já nestes incêndios, o bombeiro Gonçalo Conceição é um dos símbolos destes incêndios, um jovem de 40 anos e com um filho pequeno, partiu. Não com uma qualquer doença, não em um qualquer acidente, mas sim a defender a vida e os bens do próximo. Pegando no Gonçalo, que, infelizmente, nunca conheci, quero agradecer-lhe e deixar a minha homenagem a todos os bombeiros que arriscam e salvam as nossas vidas diariamente. Tanto os de hoje, como os de ontem que defenderam a nossa terra.

Não podemos, ano após ano, chegar ao Inverno e dizer: “lá vêm as cheias” e não haver qualquer preparação para esse cenário e imperiosamente não se pode chegar ao Verão e dizer: “como é possível haver incêndios?” A homenagem que os nossos políticos podiam fazer às mais de seis dezenas de pessoas que faleceram seria fazer com que a sua morte não tenha sido em vão. Como escreveu Luís Sttau Monteiro em Felizmente há luar, quando matam Gomes Freire de Andrade e a sua esposa Matilde com a sua saia verde de esperança: “Felizmente há luar para que todos vejam o que se passou e revoltem-se!” Hoje mais do nunca, há as redes sociais e a comunicação social, que, bem ou mal, serão o veículo do nosso grito de profunda tristeza determinada: “FELIZMENTE HÁ LUAR”! Mas será que há mesmo? Sim, há, tem de o haver!

Publicado na Crónica Siga Freitas no JM-Madeira

sábado, 24 de junho de 2017

O FEITIÇO PODE VOLTAR-SE CONTRA O FEITICEIRO



Nestes últimos dias, temos vivido um grande espalhafato com alguma pseudoesquerda a querer que os vizinhos decidam o que nós podemos ou não fazer com o nosso cantinho, que se adquiriu com muito sacrifício.

Vamos a um exemplo hipotético, claro, todas estas palavras são mera ficção, nunca aconteceram na realidade, muito menos acontecerão. Hipoteticamente temos um líder, qualquer líder, que está emigrado, dizendo que defende uma província qualquer, isto a seu ver. E, de vez em quando, sai lá da metrópole e aloja-se numa casa, que achava que era sua por usucapião. Mas não passa disso, acha e acha. A verdade é que não existe essa província, a metrópole já ninguém lhe liga, e a casa, na verdade, nem é sua. Ele só lá vai passar uns dias, e isso é alojamento local. Por esse motivo, está na altura de perguntar aos vizinhos, será que ele pode continuar a fazer essas viagenzinhas com amigos e achar-se dono da casa? Consta que os vizinhos já andam meio chateados, aquilo é um vai e vem de entra e saí. Ele diz: “trago notícias da metrópole para a província” e há uns vizinhos, um pelo menos, que gosta da ramboia, que ameaça demitir-se do condomínio se o condómino lá de Lisboa vier dar ordem para este condomínio privado de meia dúzia que decide quem arrenda e quem não arrenda!

Já os outros vizinhos nem ligam, até acham piada ao barulho que este turista faz quando chega à sua dita província, claro para usufruir de alojamento privado.

Pronto, feita esta “estória”, vamos à parte concreta. Com o turismo a bater records diários, semanais, agora inconstitucionalmente, acham que além das autarquias, das finanças e mais uma data de caixeiros-viajantes, agora teremos que esperar que um vizinho qualquer que esteja de bom humor para deixar ou não que eu arrende a minha casa ao dia, à hora ou ao minuto. De facto… Isto é querer acabar com um pequeno rendimento que alguns portugueses que investiram o seu dinheiro, aquele que conseguiram tirar a tempo dos bancos que faliram, e compraram propriedades e agora arrendam como alojamento local. Será isto ilegal? É claro que não, ilegal é pedir o consentimento de vizinhos para o posso fazer na minha casa. Mas aquele turista que vem à província quer beneficiar as grandes empresas, os grandes grupos hoteleiros. Que esquerda é esta? Ah… Esse turista nunca foi de esquerda, sempre foi de direita, por isso o seu adversário é o responsável pelo condomínio da casa onde ele faz alojamento local.

Artigo da Crónica Siga Freitas no JM-Madeira

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Quanto vale ser português?!


Estas últimas semanas foram noticiadas a visita e possível próxima residente de Lisboa, Madonna. A verdade é que Madonna tem interesse em viver em Lisboa, não é unicamente por ser uma cidade fantástica, nem ter um clima espetacular, mas essencialmente numa tentativa de obter a nacionalidade portuguesa ou ter um visto gold. A verdade é que ter um passaporte português tem muito valor, pois, repare-se, se, até agora, ela tinha o passaporte inglês e americano, a verdade é que, com o Brexit, começa a ter alguns entraves nos restantes países da UE. E o passaporte português tem outro interesse, pois facilita um acesso aos PALOP e aos restantes países da CPLP.

Quanto vale a nacionalidade portuguesa? Se há o interesse de muitos quererem ser portugueses, terá que haver as suas vantagens, que, muitas vezes, nós, portugueses não entendemos. Há uns anos, quando participei numa reportagem para uma agência internacional, o cameraman era português e dizia que, por várias vezes, o passaporte português o safou de ser raptado e até morto por alguma milícia numa zona de conflito em qualquer país do mundo.

A nível de empreendedorismo, não podemos pensar unicamente no investimento que virá com as empresas para cá, nem só com os vistos gold, mas também temos de ponderar algo mais. Por exemplo, existem alguns países das Caraíbas cuja maior “exportação” é a emissão de passaportes, o que limita o acesso a alguns, mas vou mais além que isso, não pode qualquer pessoa obter a nacionalidade portuguesa, a nacionalidade portuguesa deve ser vista como um privilégio e, apesar de sermos 10 milhões em Portugal, existe muitos mais pelo mundo, muitos dos quais sem nunca terem tido contacto com o Portugal, mas que, quando estão aflitos, lembram-se da Pátria dos pais ou dos avós. E têm todo o direito, pois são portugueses. Mas será que não deviam ter deveres?

Por exemplo, um cidadão americano, mesmo fora do país, é obrigado a pagar os seus impostos, mesmo que não tenha estado na América, por esse motivo, de acordo com a CNN, em 2014, 4 279 americanos renunciaram à nacionalidade americana. Já em Portugal somente 91 pediram para deixar de ser portugueses.

Esta questão coloca-nos várias questões, mas agora, como português a viver em Portugal, se fosse emigrante, como já fui, experiência que me enriqueceu, considero que pagar impostos por ser português deveria ser um dever, parece-me revoltante que os portugueses a viver fora de Portugal não tenham qualquer dever com a nossa querida nação, de que isso lhe trouxesse contrapartidas e traz, pois muitos, quando regressam a Portugal, são capazes de exigir reformas ou rendimentos de inserção social, contudo, nunca colaboraram para a criação de emprego ou descontaram qualquer escudo ou cêntimo para o nosso estado social. O Estado Social torna-se insustentável, perante uma pirâmide invertida, é impossível equilibrá-la.

Mas, claro, os governantes portugueses, às vezes, preocupam-se com o investimento dos emigrantes portugueses em Portugal, mas, às vezes, pensam quanto é que vale ser português? Que valor tem a nossa nacionalidade?

Publicado na Revista Madeira Digital

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Venha daí um fadinho que mate a saudade de velhas tristezas!

http://www.portugalize.me/2014/05/15/fado-fatima-futebol-e-folitica/
Para onde emigraram as “digracias” que antes pairavam sobre este nosso então desesperado País e que nos faziam passar a vida a “cramar”? O que não faltam, nestes últimos tempos, são acontecimentos em catadupa de efeitos tão generosos, que, saudosistas que somos, já nos apetece perguntar se não haverá por aí uma noticiazinha má que seja para podermos carpir, que, nosso espírito luso, é sinónimo de curtir, tal o prazer que temos em nos queixar da má sorte? Quer dizer, para mim e milhões de portugueses, houve uma má notícia que terminou em cataclismo numa rotunda tingida de encarnado berrante, que corria ali desde os lados da Luz das águias.

Mas vamos às boas notícias, eis que o Salvador Sobral fez com que Portugal ganhasse, pela primeira vez, o Festival da Eurovisão, repetindo o feito de ser campeão europeu da seleção portuguesa de futebol, eis que o arquiteto Paulo David recebe um prémio internacional, eis que o Porto B, com aquela inigualável marca, a marca FCP, vence a Premier League International Cup, uma competição europeia para os sub23, e, finalmente, eis que Portugal cresce em valores acima dos quais não acontecia desde há quase duas décadas.

Confesso que começo a ficar preocupado com a saúde dos portugueses, como será com tanta boa notícia? Onde estará aquela lamúria, que nos deu a canção nacional, o fado, ou, como diz o poema justamente cantado em fado, “feliz do povo, pois é feliz, com certeza, quem fez até da tristeza a sua própria canção”. Acabou o “quase” de Mário de Sá-Carneiro - Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... - estávamos sempre no estado do “quase! Era só um “coisinho” que faltava para chegarmos lá, mas vamos melhorar. Agora não, agora é tudo à grande, crescemos e ganhamos a nível internacional. Perdemos, é certo, mas saímos de cabeça erguida? Isso era antes! Agora, saímos é com o caneco! O do europeu, ou o do festival!

Será que ainda existem Velhos dos Restelo? Será que vão a resistir a tanta vitória? Já sei o que dirá qualquer Velho do Restelo, de qualquer esquina desta terra, pelo menos da nossa, pois recordo-me bem das palavras da minha avó, quando eu estava muito divertido: “Quando os porcos bailam adivinham chuva…” Será que vem aí chuva? Ai que saudades de uma lágrima ao canto do olho e um copinho acompanhado à guitarra a ouvir um fadinho têm os portugueses!

Artigo publicado no Siga Freitas no JM-Madeira

segunda-feira, 8 de maio de 2017


Recentemente, li um artigo na rede social Linkedin intitulado “Meritocracia no Brasil Existe? Onde vive? Do que se alimenta?” de Rodrigo Focaccio e confesso que tive curiosidade em alguns dos dados que o Rodrigo partilhou no seu artigo e comecei a procurar alguns desses dados sobre o nosso país. Se no Brasil os dados não são famosos, em Portugal não ficamos atrás.

Vamos às questões essenciais, meritocracia existe ou não, como funciona? Um dos pontos essencial para a meritocracia ser uma utopia são as desigualdades sociais, logo de seguida a falta de mobilidade social intergeracional.

Este conceito de mobilidade social intergeracional, eu, que ingenuamente achava que só a Índia vivia essa ideia de castas, em que alguém numa casta inferior não podiam atingir uma casta superior ao longo da sua vida, mas sim noutra vida. Na verdade, nos países ocidentais, essa mobilidade social está bem evidente e os dados da OCDE de 2010 mostram que Portugal só está no primeiro lugar na imobilidade social, se quiser consultar os dados https://www.oecd.org/centrodemexico/medios/44582910.pdf. De forma muito resumida, isso quer dizer que, para uma criança que nasça numa família humilde, muito dificilmente conseguirá atingir outra classe social, isto não quer dizer que não aconteça, mas é difícil. Uma das principais razões está diretamente associada com as desigualdades sociais (Portugal é um dos 3 países com mais desigualdades sociais), os países nórdicos apresentem um menor grau de desigualdade social.

Logo a meritocracia só existe quando há igualdade de condições, por exemplo numa empresa se todos tiverem as mesmas condições poderá haver lugar ao mérito, mas será que há mesmo? Mas vamos a um país, como Portugal, será que haveria? Com tantas desigualdades sociais, é difícil conseguir a maioria dessas rupturas, tal como uma revolução, em que uma classe ascende e outra desce. Em Portugal, podemos verificar que, quando a República subiu ao poder, e deixou a Monarquia de lado, depois o Estado Novo e finalmente após o 25 de abril, se repararmos são sempre as mesmas famílias que se mantêm no poder e garantem o mesmo status. Mas Portugal não é um caso isolado, veja-se os Estados Unidos, desde os Bush, em que o pai foi presidente, um dos filhos idem e outro irmão que perdeu as primárias para o Trump. A verdade é que o dito “sonho americano” já é um conceito fora de moda, até nos EUA, algo que não devia ser.

A ideia da meritocracia pode ser um sonho para uma nova realidade, mas, quando se ignora o contexto e as circunstâncias, torna-se um objetivo impossível.

Se formos aos desempenhos escolares, algo muito falado em Portugal, a meritocracia não é muito melhor. Se repararmos, as escolas privadas possuem sempre melhores resultados que as públicas, muito devido à estrutura familiar e o poder económico, pois estes são decisivos para os desempenhos dos alunos.

No artigo que referi, e em que me inspirei e da pesquisa de dados para este mesmo artigo, há uma passagem bíblica que tem todo o significado que poderia explicar o porquê de as coisas não funcionarem: “Porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.” Mateus 25, 29. Contudo, isso também pode funcionar como uma denúncia. Portanto, cabe-nos a nós interpretar o texto e dar-lhe conteúdo pela nossa ação.

Artigo publicado na Revista Madeira Digital 

sábado, 6 de maio de 2017

MARINE E MACRON, A EUROPA NO OLHO DO FURACÃO


Brexit, Frexit e para quando um Portuguexit ou Lusitanexit? Ambos os candidatos à Presidência da República francesa já falaram da saída da França da União Europeia. Será a sério ou não? Um não passa de um tecnocrata da banca, já a outra não passa de uma extremista de direita. Uma coisa é certa, entre ambos, escolhia a carta do bluff do Frexit, e para quê? Para retirar aquilo que tanto Hitler desejou e agora há: o controlo da Europa pela Alemanha. Mas mais que isso é sem dúvida mudar as políticas da Europa.

Agora imaginemos que Marine Le Pen ganhava as eleições. Já estou a ver Donald Trump a felicitar a vitória da francesa. Posteriormente, veremos a Merkel, de cabelos em pé, lembro-me sempre do Major Alvega a combater o Coronel Von Block, e quando o Von Block perdia algum objetivo de combate, e ele terminava sempre a dizer: “Chiça!”, vejo a Merkel a dizer o mesmo. Tirando isso, vamos ao Reino Unido, o ex-eterno inimigo da França, todo feliz por alguém acompanhá-lo e se provar que o sonho da Europa nunca passou de uma utopia.

Já internamente, se há povo mais “nacionalista” e defensor do seu território, é aquele povo lá na Gália, lá no norte na península na Armórica, que resiste àquela primeira europeização. Esses grandes defensores eram: o Astérix, o Obélix, o Ideiafix, o Panoramix e os outros todos da aldeia. E pelo que está documentado nessa BD de ficção, nunca os romanos conseguiram conquistar aquela pequena aldeia. Não sei se Marine Le Pen utilizou esta comparação com o Astérix, apesar de parecer pouco apropriado, pois destrói o sonho de qualquer europeísta, é uma comparação legítima. Já se o Macron perder irá para o mesmo tasco granfino que foi após a passagem à segunda volta? Como estará Jacques Chirac que venceu o pai de Marine Le Pen, como ficará Sarkozy, já agora estaria curioso de ver a cara do defunto partido socialista e à sua frente ver Hollande na tomada de posse de Marine Le Pen.

Saltemos para a tomada de posse, as grandes manifestações de esquerda, considerando “não legítimo”, pois para eles só o voto deles é que devia contar e qualquer outro não merece governar. Depois imaginemos as pétalas de rosa a cair pelo campos Elísios, a bandeira francesa a esvoaçar no Arco do Triunfo, e a Torre Eiffel iluminada com as cores da bandeira francesa, isto tudo com as pétalas de cor azul, branca e vermelha por Paris. Um cenário só visto na altura do Napoleão, isto se houvesse todos estes monumentos, a chegar a Paris após saída de Santa Margarida.

Posteriormente a Marine Le Pen declara que sairá da UE, há uma grande queda bolsa, há a verborreia por parte de alguns ditos europeístas que pouco ou nada foram solidários com os outros quando precisavam de uma Europa forte e solidária. Finalmente, eis que o projeto europeu termina. E tal como diria o Major Alvega logo nas primeiras cenas ao Primeiro-ministro inglês: “vamos atacar Berlim”, ainda na altura em que a Alemanha Nazi estava no seu auge e a vencer a guerra, e a atacar Berlim era mostrar que eles não eram invencíveis. E quem o conseguiu? Claro que só um luso-inglês, Major Alvega. Para aqueles que ainda não entenderam, a europa vive uma guerra e as vitimas têm sido os milhões de desempregados, os milhões que vivem na pobreza, os milhões que não tem o que comer e, claro, aqueles que morrem em ataques terroristas por falta de uma estratégia política nas guerras. Mas claro, tudo em nome de uma “Europa unida”, mas sem aqueles simples valores de que se construiu a UE.

A vitória da Marine Le Pen não será o início da guerra, mas sim uma consequência desta guerra desumana que a europa tem vindo a vivenciar, em que o Reino Unido não quer fazer mais ser cúmplice.

Publicado Crónica: Siga Freitas no JM-Madeira