Acerca do “Céu Aberto” tenho que me colocar ao lado oposição e do grupo parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira.
A Secretária Regional do Turismo e dos Transportes não soube defender os direitos dos madeirenses, e o Governo Socialista passou-lhe uma rasteira, porque garantiu que haviam outras companhias interessadas e isso não era, nem é verdade. A EasyJet que foi aquela que manifestou algum interesse em vir, agora só vem se diminuírem as taxas. Era bom era… A ANA e ANAM vão já reduzir as taxas, mas é que é a primeira medida que irão tomar.
A medida principal que devia ter sido tomada e não foi, era: caso o bilhete fosse superior ao valor antigo, o Estado Português devia pagar a diferença aos madeirenses, isto não é nada mais do que a existência de um tecto máximo, que neste caso seria o valor antes da liberalização.
Esta liberalização só está a beneficiar os turistas quer sejam madeirenses, continentais ou de outra nacionalidade, porque têm a possibilidade de comprar bilhetes a preços mais apetecíveis, pois podem planear as suas férias com antecedências. Agora para os doentes, para os estudantes, para os empresários e para os desportistas.
Veja-se:
O Centro de Segurança Social tem que pagar aos doentes para se deslocarem ao continente com motivo de urgência, e normalmente esse valor não é baixo. E quem é que paga isso? Todos os madeirenses!
Os estudantes, que é o grupo que me incluo, são ressarcidos do mesmo valor que os residentes; só por si não faz sentido. Eu normalmente não sei a data exacta que vou para a Madeira ou venho para Lisboa, apesar desta última eu estar quase sempre mais seguro da data. Por exemplo eu tenho um exame e terei que esperar pelo resultado, se passar vou nesse mesmo dia, se perder só vou depois do exame de recurso, isto faz com que a decisão seja muito em cima do tempo e os bilhetes não estejam a preços muito interessantes. A proposta da JSD não chega para garantir a continuidade territorial, porque receberei 98 euros numa viagem que normalmente será 200 e poucos euros (um único trajecto), no qual o valor total com o subsídio ficaria nuns módicos 300 euros. Em relação à antes da liberalização, isto é um aumento de 61,2%. Como os meus pais não começaram a receber mais e os ordenados não aumentam de acordo com a inflação, isto só mostra que estamos a ser prejudicados.
(À parte: gostaria também de dizer que o BE devia olhar para o restante país e reparar que não há compensações ou passes reduzidos para os estudantes universitários das outras cidades do país, por isso não vejo a necessidade de dos alunos da UMa terem privilégios, porque os madeirenses que estão no continente não tem a possibilidade de pagar 50 € por mês para estar todos os dias com a família e amigos.)
Voltando ao “céu fechado”, também os empresários madeirenses por diversas razões não poderão negociar ou ter reuniões no continente, aqui perde-se a continuidade territorial. Isto faz com a Madeira e a economia da Madeira saia prejudicado…
E finalmente os desportistas, quando todas as semanas estão comitivas enormes todos os fins-de-semana no continente? Quem irá pagar aqueles valores exorbitantes? Sei que irá haver uma tarifa especial, mas atenção, porque eles não são os únicos especiais, estes do futebol que na maioria das vezes são brasileiros (no caso do futebol, porque triatlo e outros desportos é só madeirenses) e que nada tem a ver com a Madeira e que nada nos darão em troca, por isso o regime de excepção terá que existir para os estudantes!
Como muito já foi escrito, esta liberalização só faz sentido com mais companhias e está mais que visto que não haverá nenhuma companhia interessada nesta linha… Por isso voltemos atrás, o grande político é aquele que reconhece que errou e consegue voltar atrás e corrigir o erro… Volte-se atrás…
A Secretária Regional do Turismo e dos Transportes não soube defender os direitos dos madeirenses, e o Governo Socialista passou-lhe uma rasteira, porque garantiu que haviam outras companhias interessadas e isso não era, nem é verdade. A EasyJet que foi aquela que manifestou algum interesse em vir, agora só vem se diminuírem as taxas. Era bom era… A ANA e ANAM vão já reduzir as taxas, mas é que é a primeira medida que irão tomar.
A medida principal que devia ter sido tomada e não foi, era: caso o bilhete fosse superior ao valor antigo, o Estado Português devia pagar a diferença aos madeirenses, isto não é nada mais do que a existência de um tecto máximo, que neste caso seria o valor antes da liberalização.
Esta liberalização só está a beneficiar os turistas quer sejam madeirenses, continentais ou de outra nacionalidade, porque têm a possibilidade de comprar bilhetes a preços mais apetecíveis, pois podem planear as suas férias com antecedências. Agora para os doentes, para os estudantes, para os empresários e para os desportistas.
Veja-se:
O Centro de Segurança Social tem que pagar aos doentes para se deslocarem ao continente com motivo de urgência, e normalmente esse valor não é baixo. E quem é que paga isso? Todos os madeirenses!
Os estudantes, que é o grupo que me incluo, são ressarcidos do mesmo valor que os residentes; só por si não faz sentido. Eu normalmente não sei a data exacta que vou para a Madeira ou venho para Lisboa, apesar desta última eu estar quase sempre mais seguro da data. Por exemplo eu tenho um exame e terei que esperar pelo resultado, se passar vou nesse mesmo dia, se perder só vou depois do exame de recurso, isto faz com que a decisão seja muito em cima do tempo e os bilhetes não estejam a preços muito interessantes. A proposta da JSD não chega para garantir a continuidade territorial, porque receberei 98 euros numa viagem que normalmente será 200 e poucos euros (um único trajecto), no qual o valor total com o subsídio ficaria nuns módicos 300 euros. Em relação à antes da liberalização, isto é um aumento de 61,2%. Como os meus pais não começaram a receber mais e os ordenados não aumentam de acordo com a inflação, isto só mostra que estamos a ser prejudicados.
(À parte: gostaria também de dizer que o BE devia olhar para o restante país e reparar que não há compensações ou passes reduzidos para os estudantes universitários das outras cidades do país, por isso não vejo a necessidade de dos alunos da UMa terem privilégios, porque os madeirenses que estão no continente não tem a possibilidade de pagar 50 € por mês para estar todos os dias com a família e amigos.)
Voltando ao “céu fechado”, também os empresários madeirenses por diversas razões não poderão negociar ou ter reuniões no continente, aqui perde-se a continuidade territorial. Isto faz com a Madeira e a economia da Madeira saia prejudicado…
E finalmente os desportistas, quando todas as semanas estão comitivas enormes todos os fins-de-semana no continente? Quem irá pagar aqueles valores exorbitantes? Sei que irá haver uma tarifa especial, mas atenção, porque eles não são os únicos especiais, estes do futebol que na maioria das vezes são brasileiros (no caso do futebol, porque triatlo e outros desportos é só madeirenses) e que nada tem a ver com a Madeira e que nada nos darão em troca, por isso o regime de excepção terá que existir para os estudantes!
Como muito já foi escrito, esta liberalização só faz sentido com mais companhias e está mais que visto que não haverá nenhuma companhia interessada nesta linha… Por isso voltemos atrás, o grande político é aquele que reconhece que errou e consegue voltar atrás e corrigir o erro… Volte-se atrás…
Gostaria de acrescentar que não quero que ninguém fique prejudicado, por isso acho que o subsídio só devia ser dado para os valores que ultrapassem um certo tecto a defenir, penso seria algo justo para todos!
Curiosamente há dois meses quase ninguém estava satisfeito, agora querem voltar todos atrás! A TAP também gostaria que se voltasse atrás...ao tempo do barril de petróleo a 25 USD (2001)! Meninos viajantes aproveitem pois isso de por aviões no ar será apenas para as forças aéreas e para os ricos. Esperemos que a ciência consiga arranjar um substituto para os combustíveis fósseis senão vai ser bonito!
ResponderEliminarOh amigo amsf,
ResponderEliminarExiste alternativas e mais... O petroleo que existe agora é muito mais do que existia há 10 anos... Existe mais máquinas e mais... Mas existe alternativas, e futuramente irão ser reveladas as outras alternativas.
O problema aqui é outro...
Se o crude leva milhões de anos a formar-se como é que agora existe mais do que à 10 anos?! O pessoal esquece-se que o crude é um recurso finito e que o "melhor", o que era possível extrair a baixo custo já foi consumido. Sai cada vez mais caro extrair o que se vai encontrando porque o primeiro a ser encontrado foi o que estaria mais à superfície. Além deste pequeno problema que é a fenitude do crude temos o facto de cada vez mais o estilo e vida "ocidental" ir-se tornando comum pelo mundo fora. Este elevar do nosso estilo de vida não significa um aumento de 5% no consumo de crude anualmente mas de c/ de 15%. Temos mais um pequeno problema, a população mundial apesar da baixa natalidade duplica de 70 em 70 anos! A nossa civilização completamente dependente dos combustíveis fósseis é como uma espécie animal que se tenha especializado num ecossistema muito específico e que corre o risco de extinção perante uma alteração repentina desse ambiente específico!
ResponderEliminarNão vai acabar amanhã mas vai ser cada vez mais caro e o nosso estilo de vida não conseguirá suportar preços tão elevados.
Esperemos que a ciência descubra uma fonte ou fontes energéticas que possam ser abundantes (baratas), não poluentes e passíveis de alimentarem a tecnologia que actualmente usamos. Eu que sou de letras e que supostamente nada percebo disto gostaria de ver alguém da área de ciências avançar com sugestões para que eu as pudesse rebater e defender a ideia de que para a "geração" que terminará os seus dias nos próximos 20 anos, o pior ainda estará para vir!
Mas qual preço do barril, qual que...
ResponderEliminarPorque é que uma viagem para Europa (algumas mais longas que para a Madeira) são a 50 euros e para a Madeira passa de 300 (consoante a urgência e em classe económica).
Isto é uma vergonha, este governo é uma vergonha..... somos tratados pior que a ex-colonias de Africa.
Depois escandalizam-se com as "expressões do Alberto João"...
Não sei quem é que fica a ganhar...se calhar os socialistas acham muita piada.....(como só fazem porcaria) já deve ser uma caracteristica primordial deste partido.
Mas qual preço do barril, qual que...
ResponderEliminarPorque é que uma viagem para Europa (algumas mais longas que para a Madeira) são a 50 euros e para a Madeira passa de 300 (consoante a urgência e em classe económica).
Isto é uma vergonha, este governo é uma vergonha..... somos tratados pior que a ex-colonias de Africa.
Depois escandalizam-se com as "expressões do Alberto João"...
Não sei quem é que fica a ganhar...se calhar os socialistas acham muita piada.....(como só fazem porcaria) já deve ser uma caracteristica primordial deste partido.
ObrigadaEd por nos teres prendado com esta reflexão sobre o agravamento da insularidade com as alterações do espaço aéreo.
ResponderEliminarTenho a dizer a amsf que eu, enquanto estudante universitária, teria muito gosto em fazer uma viagem de uma semana num cargueiro movido a energia solar para poder voltar à minha linda terra. Há sacrifícios que gente de alma maior estaria disposta a fazer... E é com pouca modéstia (quando a modéstia se mostra um medonho espezinhar da mente e da alma) que digo que seria o País quem sairia a perder se pessoas como eu, ou o autor deste blog ou muitos outros exemplos que conheço, fossem privadas da mobilidade intra-nacional.
Deixo uma pergunta retórica: porque podem os nossos colegas do Norte ou do Sul ir e voltar a casa todos os fins de semana por meia centena de euros enquanto nos cobram é décuplo para viajar de 3 em 3 meses? Vai muito contra o que é apregoado no Socialismo, não?
É, pensei que ia ser uma boa medida, mas agora tenho dúvidas...
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